Monday, April 16, 2007

Maria tem Evangelho?

Semana passada estava voltando da universidade, acho que na quinta feira. Já próximo de minha casa ao longe vi uma vã com umas frases e desenhos. Como eu gosto de ler frases em carros, caminhões, vãs, etc, fui me aproximando da vã com o intuito de ler o que estava escrito nas suas paredes.

Quando cheguei perto li: "Arautos do Evangelho" e em cima dessa frase tinha uma imagem de uma mulher. Essa imagem comparada com outras que já vi do meio católico romano, a identifiquei como Maria. Arauto quer dizer entre outras coisas mensageiro, pregoeiro. Daí me veio a pergunta: Desde quando Maria tem evangelho? Então fui tentar me lembrar de alguma coisa na Bíblia nesse sentido. Não achei. Achei uma mensagem de Maria, que é a única, o único "mandamento" de Maria, que diz: "fazei tudo o que Ele vos disser", isso em relação a Jesus. Essa expressão pode ser lida em João cap 2 vers 5. Seria bom que o capítulo completo fosse lido.

Essa mensagem de Maria é clara "fazei tudo o que Jesus disser". Infelizmente alguns não tem entendido esta palavra. Já dizia Jesus: "Errais, não conhecendo as Escrituras" (leia em Mateus 22:29 e Marcos 12:24)

Há um só evagelho pelo qual devamos ser salvos, e esse é de Jesus Cristo (Atos 4:19).

11 comments:

Uljota said...

Grande amigo Eliasibe! Fico feliz de ver postagem nova no seu blog. Gosto de vir aqui de vez em quando... Você não me vê no DF porque estou adoecido. Muito chato.

Olha só! Já escutei falar que o evangelho de Lucas havia sido escrito praticamente todo com os relatos de Maria, já que Lucas (amigo de Paulo) não teve oportunidade de conhecer o Mestre. neste sentido, considerando como verdade, acho que seria uma evangelho de co-autoria de Maria! para mim, na verdade, faz pouca diferença. Quanto ao comentário de Maria, todo mundo dizia isso pow! Leia Paulo e o que ele vai dizer: "fazei tudo o que Jesus disser", às vezes em outras palavras.

Grande Eliasibe! Muitas saudações e Valeu! Abração mesmo.

Eliasibe Luis said...

Responderei aqui mesmo pra dar sentido ao comentário, já que é uma resposta ao de uljota.

Caro Thiago, estou grato e feliz por seu comentário. Volte sempre.

Quanto Lucas escrever o Evangelho de Jesus, levando em consideração as palavras de Maria, isso é legítimo. Qnto a isso está tudo bem.
Maria poderia até descrever jo Evangelho de Cristo por ela mesma. Contanto que o Evangelho seja de Jesus Cristo.

Mas pelo que percebo, as pessoas dão mais importância a Maria do que o Senhor de Maria (Jesus). Essa é a causa da minha pergunta. E Maria tem evangelho?

Como eu disse só Jesus Cristo trouxe o Evangelho dos Céus, de Deus.

Espero que esteja elucidade essa questão. Continuamos aqui para nos entendermos e entender o Evangelho de Jesus.

Té breve meu caro Thiago. Melhora, muita saúde pra ti.

DEUS ABENÇOE O BRASIL!!!

francisco said...

meu caro ,logo se percebe que vc não conhece nada sobre as sagradas escrituras.
vc acha que maria não tem nenhuma importancia...por que então ela estando inspirada pelo proprio Deus ,exclamou no magnificat:desde agora as gerações hão de chamar-me de bem aventurada.Deus ja havia predestinado a ser a mãe do filho dele...e ainda vem vc e diz que ela não conhecia as escrituras,e sendo mãe de Deus...se os apostolos que conheceram Jesus so depois dos trinta anos tinham tantas coisas a dizer de Jesus ,imagine Maria que conversava com os anjos não saberia nada sobre o evangelho.e alem do mais que ela tinha a ciencia infusa ...ela sabe muito e não vejo a hora de ir pro ceu para ela me contar as coisas que Jesus fazia em sua infancia e ninguem sabe...nem vc.

Eliasibe Luis said...

Olá Francisco!
Obrigado pelo seu comentário.
Acho que tu não entendeste a minha mensagem no post. Eu não questiono a importância de Maria, pelo contrário como está descrido nas escrituras Ela é uma bem aventurada. E também gostarei de saber dela sobre Jesus quando a encontrar.
O que eu vi na vã era em outras palavras, como se subentende no post, pregoeiros ou mensageiros de Maria. Por isso o meu questionamento: Maria tem evangelho?
Evangelho no contexto bíblico, como deves saber, é boas novas ou novas de grande alegria. Quem foi que trouxe novas de grande alegria ao mundo? Certamente não foi maria. Foi Jesus! E essa nova é a salvação, a reconciliação do homem a Deus. Maria não tem evangelho, ela não trouxe as boas novas de Deus. Dizendo isso eu não a desprezo. Eu sei que ela foi Escolhida por Deus. Para se tornar legítimo a vinda de Jesus a Terra teria que nascer de mulher, leia Hebreus, e Maria foi escolhida pra tão grande obra.
O problema, Francisco, é que alguns grupos religiosos gostam de inventar coisa que não tem nada a ver com as Escrituras, e isso é grave. Os cristãos não devem comer tudo o que dizem por aí, devemos ser como os crentes de Tessalônica e conferir tudo nas escrituras e não comer tudo, o que qualquer um diz.

francisco said...

Meu caro mais uma vez voce esta enganado...este grupo que menciona é uma entidade da Igreja Catolica chamada Arautos do Evangelho.E eles não colocam Maria Santissima acima dos evangelhos e das outras escrituras;não sei se percebeu mas não tinha só o símbolo de Maria, mas outros dois...uma chave que representa o papado e no centro a Eucaristia que para os catolicos, é a força propulsora de suas vidas pois o proprio Cristo disse:esta é o meu Corpo que será entregue por vós para a remissão dos pecados ,fazei isto em memória de Mim.
O proprio Cristo disse que muitas coisas ainda não tinham sido reveladas mas com o tempo o Espirito lhes dirá.Maria não é motivo de adoração mas sim só Deus ,e ninguem mais.Ela não é o cordeiro de Deus que nos redimiu com seu sangue você tem toda a razão e por isso mais uma vez digo não se pode adoralá.Mas quem disse que alguem À adora,o que se tem por ela é uma veneração inacreditavel,incomensuravéle e extraordinaria.Se Cristo antes de se entregar deu Maria sua mãe a João e fez a ele considerações dela ...eu um pecador que não tenho nada não vou recorrer a mãe Dele e minha ,pois se Jesus é meu irmão, e Maria é o que?
Maria não foi quem trouxe a boa nova ,mas se não fosse por ela a obra da redenção não existiria,porque ela foi a escolhida e ninguem mais.Imagine só uma mulher ser a mãe de Deus;o sangue que era de Cristo corria tambem em suas veias, dela e mais ninguem.Se parar para pensar ela sentiu de modo participativo as dores de Cristo na Cruz,''uma espada á de transpassar sua alma''.
Você tem razão quando diz que ela não tem evangelho...ela tinha a humildade que nehuma pessoa humana há de ter por todas as gerações.Com certeza ela era muito discreta não gostava de chamar atenção .Talvez por isso ela não tenha evangelho pois se tivesse seria fabuloso, assim como o de Lucas .
Até mais!

Eliasibe Luis said...

Oló Francisco!
Percebo que não entendeste o que falei do Evangelho. Vou tentar ser mais claro agora. Quando eu falei do Evangelho no post eu falei dos livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. Eu falei do Evangelho propriamente dito, o Evangelho de Jesus Cristo, ie, as boas novas de salvação. Talvez não tenhas notado que os livros supracitados tem por título: Evangelho de Jesus Cristo segundo escrevou Mateus, Evangelhos de Jesus Cristo Sengundo Escreveu Marcos e da mesma forma pra Lucas e João. Não falo do especicadamente dos livros. E não questionei a ausência de um livro escrito por Maria. Certamente se ela tivesse escrito um livro sobre a vida de Jesus, tal como os supacitados, ele seria rico em detalhes e percorreria desde a infância até a morde de Cristo.

Tu leste do post o que significa "Arauto"? a frase 'Arautos do Evangelho' + a suposta imagem de Maria, foi o motivo de meu questionamento. Por que não colocaram a suposta imagem de Jesus? Nem precisaria porque a palavra 'Evagelho' já remete à Ele. Mas com a imagem de outra pessoa é diferente. Isso faz subtender que a tal pessoa tenha um evangelho. Pesquse sobre o que quer dizer e Evangelho no contexto bíblico.

Gostaria de saber de ti: qual foi o objetivo daquela ceia que Jesus fez e conseqüentimente suas palavras, "... fazei isso em memória de mim"? O pão ou a céia é a força propursora dos católicos romanos? Se for eu acho que tem um graves problemas aí envolvidos, entre eles o real entendimento do Evangelho de Cristo e daquilo que propurciona o cristão. A céia é como Jesus disse " em memória de mim".

Olha o que o dicionário diz sobre 'adorar': "prestar culto à divindade;
venerar;
amar em extremo."
Tu podes me explicar o que é uma 'vederação incomençurável'? Sabes o que é dizer 'incomençurável'? Isso é totalmente diferente de ter 'admiração' por Maria. E olha que é bom admirá-la, ela tem grandes coisa a nos ensinar.

Suas palavras "...não vou recorrer a mãe Dele e minha...?"
Recorrer a Maria? E ela nos esculta? Ela ouve as nossas orações depois de morta? Francisco, isso é totalmetente anti-bíblico. Veja o que diz 1Tm 2:5 "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem." e Hb 6:19,20 "A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu,
Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque."
Procure saber as atribuições do sumo sacerdote. Mas a que quero resaltar aqui é o sumo sacerdote é o único intercessor dos pecadores.
E outra Maria morreu e não tem mais contato com este mundo. Só Jesus que ressucitou!

Quando tu dizes "...se não fosse por ela a obra da redenção não existiria..." tu estás condicionando o poder de Deus. Deus não precisa de coadjuvantes para realizar seu projeto!

Deus te ilumine e te abençoe meu caro.

francisco said...

estou lhe mandandando uma das enciclicas sobre mediação,espero que possa compreender:
Redemptoris Mater:
TERCEIRA PARTE: MEDIAÇÃO MATERNA

1. Maria, Serva do Senhor

38. A Igreja sabe e ensina, com São Paulo, que um só é o nosso mediador: «Não há senão um só Deus e um só é também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que se entregou a si mesmo como resgate por todos» (1 Tim 2, 5-6). «A função maternal de Maria para com os homens de modo nenhum obscurece ou diminui esta única mediação de Cristo; mas até manifesta qual a sua eficácia» (94) é uma mediação em Cristo.

A Igreja sabe e ensina que «todo o influxo salutar da Santíssima Virgem em favor dos homens se deve ao beneplácito divino e ... dimana da superabundância dos méritos de Cristo, funda-se na sua mediação, dela depende absolutamente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo que não impede o contacto imediato dos fiéis com Cristo, antes o facilita». (95) Este influxo salutar é apoiado pelo Espírito Santo, que, assim como estendeu a sua sombra sobre a Virgem Maria, dando na sua pessoa início à maternidade divina, assim também continuamente sustenta a sua solicitude para com os irmãos do seu Filho.

Efectivamente, a mediação de Maria está intimamente ligada à sua maternidade e possui um carácter especificamente maternal, que a distingue da mediação das outras criaturas que, de diferentes modos e sempre subordinados, participam na única mediação de Cristo; também a mediação de Maria permanece subordinada. (96) Se, na realidade, «nenhuma criatura pode jamais colocar-se no mesmo plano que o Verbo Incarnado e Redentor», também é verdade que «a mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas uma cooperação multiforme, participada duma única fonte»; e assim, «a bondade de Deus, única, difunde-se realmente, de diferentes modos, nas criaturas». (97)

O ensino do Concílio Vaticano II apresenta a verdade da mediação de Maria como «participação nesta única fonte, que é a mediação do próprio Cristo». Com efeito, lemos: «A Igreja não hesita em reconhecer abertamente essa função assim, subordinada; sente-a continuamente e recomenda-a ao amor dos fiéis, para que, apoiados nesta ajuda materna, eles estejam mais intimamente unidos ao Mediador e Salvador». (98) Tal função é, ao mesmo tempo, especial e extraordinária. Ela promana da sua maternidade divina e pode ser comprendida e vivida na fé somente se nos basearmos na plena verdade desta maternidade. Sendo Maria, em virtude da eleição divina, a Mãe do Filho consubstancial ao Pai e «cooperadora generosa» na obra da Redenção, ela tornou-se para nós «mãe na ordem da graça». (99) Esta função constitui uma dimensão real da sua presença no mistério salvífico de Cristo e da Igreja.

39. Sob este ponto de vista, temos necessidade de voltar, mais uma vez, à consideração do acontecimento fundamental na economia da salvação, ou seja, a Incarnação do Verbo de Deus, no momento da Anunciação. É significativo que Maria, reconhecendo nas palavras do mensageiro divino a vontade do Altíssimo e submetendo-se ao seu poder, diga: «Eis a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). O primeiro momento da submissão à única mediação «entre Deus e os homens» - a mediação de Jesus Cristo - é a aceitação da maternidade por parte da Virgem de Nazaré. Maria consente na escolha divina para se tornar, por obra do Espírito Santo, a Mãe do Filho de Deus. Pode dizer-se que este consentimento que ela dá à maternidade é fruto sobretudo da doção total a Deus na virgindade. Maria aceitou a eleição para ser mãe do Filho de Deus, guiada pelo amor esponsal, o amor que «consagra» totalmente a Deus uma pessoa humana. Em virtude desse amor, Maria desejava estar sempre e em tudo «doada a Deus», vivendo na virgindade. As palavras: «Eis a serva do Senhor!» comprovam o facto de ela desde o princípio ter aceitado e entendido a própria maternidade como dom total de si, da sua pessoa, ao serviço dos desígnios salvíficos do Altíssimo. E toda a participação materna na vida de Jesus Cristo, seu Filho, ela viveu-a até ao fim de um modo correspondente à sua vocação para a virgindade.

A maternidade de Maria, profundamente impregnada da atitude esponsal de «serva do Senhor», constitui a dimensão primária e fundamental daquela sua mediação que a Igreja Ihe reconhece, proclama (100) e continuamente «recomenda ao amor dos fiéis» porque confia muito nela. Com efeito, importa reconhecer que, primeiro do que quaisquer outros, o próprio Deus, o Pai eterno, se confiou à Virgem de Nazaré, dando-lhe o próprio Filho no mistério da Incarnação. Esta sua eleição para a sublime tarefa e suprema dignidade de Mãe do Filho de Deus, no plano ontológico, tem relação com a própria realidade da união das duas naturezas na Pessoa do Verbo (união hipostática). Este facto fundamental de ser Mãe do Filho de Deus, é desde o princípio uma abertura total à pessoa de Cristo, a toda a sua obra e a toda a sua missão. As palavras: «Eis a serva do Senhor!» testemunham esta abertura de espírito em Maria, que une em si, de maneira perfeita, o amor próprio da virgindade e o amor característico da maternidade, conjuntos e como que fundidos num só amor.

Por isso, Maria tornou-se não só a «mãe-nutriz» do Filho do homem, mas também a «cooperadora generosa, de modo absolutamente singular», (101) do Messias e Redentor. Ela — como já foi dito — avançava na peregrinação da fé e, nessa sua peregrinação até aos pés da Cruz, foi-se realizando, ao mesmo tempo, com as suas acções e os seus sofrimentos, a sua cooperação materna e esponsal em toda a missão do Salvador. Ao longo do caminho de tal colaboração com a obra do Filho-Redentor, a própria maternidade de Maria veio a conhecer uma transformação singular, sendo cada vez mais cumulada de «caridade ardente» para com todos aqueles a quem se destinava a missão de Cristo. Mediante essa «caridade ardente», visando cooperar, em união com Cristo, na restauração «da vida sobrenatural nas almas», (102) Maria entrava de modo absolutamente pessoal na única mediação «entre Deus e os homens», que é a mediação do homem Cristo Jesus. Se ela mesma foi quem primeiro experimentou em si os efeitos sobrenaturais desta mediação única - já aquando da Anunciação ela tinha sido saudada como «cheia de graça» - então tem de se dizer que, em virtude desta plenitude da graça e de vida sobrenatural, ela estava particularmente predisposta para a «cooperação» com Cristo, único mediador da salvação humana. E tal cooperação é precisamente esta mediação subordinada à mediação de Cristo.

No caso de Maria trata-se de uma mediação especial e excepcional, fundada na sua «plenitude de graça», que se traduzia na total disponibilidade da «serva do Senhor». Em correspondência com essa disponibilidade interior da sua Mãe, Jesus Cristo preparava-a cada vez mais para ela se tornar para os homens «mãe na ordem da graça». Isto acha-se indicado, pelo menos de maneira indirecta, em certos pormenores registados pelos Sinópticos (cf. Lc 11, 28; 8, 20-21; Mc 3, 32-35; Mt 12, 47-50) e, mais ainda, pelo Evangelho de São João (cf. 2, 1-12; 19, 25-27), como já procurei pôr em evidência. A este propósito, são particularmente eloquentes as palavras pronunciadas por Jesus do alto da Cruz, referindo-se a Maria e a João.

40. Depois dos acontecimentos da Ressurreição e da Ascensão, Maria, entrando com os Apóstolos no Cenáculo enquanto esperavam o Pentecostes, estava aí presente como Mãe do Senhor glorificado. Era não só aquela que «avançou na peregrinação da fé» e conservou fielmente a sua união com o Filho «até à Cruz», mas também a «serva do Senhor» deixada por seu Filho como mãe no seio da Igreja nascente: «Eis a tua mãe». Assim começou a estabelecer-se um vínculo especial entre esta Mãe e a Igreja. Com efeito, a Igreja nascente era fruto da Cruz e da Ressurreição do seu Filho. Maria, que desde o princípio se tinha entregado sem reservas à pessoa e à obra do Filho, não podia deixar de derramar sobre a Igreja, desde os inícios, esta sua doação materna. Depois da «partida» do Filho a sua maternidade permanece na Igreja, como mediação materna: intercedendo por todos os seus filhos, a Mãe coopera na obra salvífica do Filho-Redentor do mundo. De facto, o Concílio ensina: «a maternidade de Maria na economia da graça perdura sem interrupção... até à consumação perpétua de todos os eleitos». (103) Com a morte redentora do seu Filho, a mediação materna da serva do Senhor revestiu-se de uma dimensão universal, porque a obra da Redenção abrange todos os homens. Assim se manifesta, de modo singular, a eficácia da única e universal mediação de Cristo «entre Deus e os homens». A cooperação de Maria participa, com o seu carácter subordinado, na universalidade da mediação do Redentor, único Mediador. Isto é claramente indicado pelo Concílio com as palavras acima citadas.

De facto — lemos ainda — depois de elevada ao céu, Maria não abandonou este papel de salvação, mas com a sua múltipla intercessão, continua a alcançar-nos os dons da salvação eterna».(104) Com este carácter de a intercessão», que se manifestou pela primeira vez em Caná da Galileia, a mediação de Maria continua na história da Igreja e do mundo. Lemos que Maria, «com a sua caridade materna, cuida dos irmãos de seu Filho, que ainda peregrinam e se debatem entre perigos e angústias, até que sejam conduzidos à pátria bem-aventurada». (105) Deste modo, a maternidade de Maria perdura incessantemente na Igreja, como mediação que intercede; e a Igreja exprime a sua fé nesta verdade invocando-a sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, (Perpétuo) Socorro e Medianeira. (106)

41. Pela sua mediação, subordinada à mediação do Redentor, Maria contribui de maneira especial para a união da Igreja peregrina na terra com a realidade escatológica e celeste da comunhão dos santos, tendo já sido «elevada ao Céu». (107) A verdade da Assunção, definida por Pio XII, é reafirmada pelo Vaticano II, que exprime a fé da Igreja nestes termos: «Finalmente, a Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da sua vida terrena, foi assumida à glória celeste em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como Rainha do universo, para que se conformasse mais plenamente com o seu Filho, Senhor dos senhores (cf. Apoc 19, 16) e vencedor do pecado e da morte», (108) Com esta doutrina, Pio XII situava-se na continuidade da Tradição, que ao longo da história da Igreja teve expressões múltiplas, tanto no Oriente como no Ocidente.

Com o mistério da Assunção ao Céu, actuaram-se em Maria definitivamente todos os efeitos da única mediação de Cristo, Redentor do mundo e Senhor ressuscitado: «Todos receberão a vida em Cristo. Cada um, porém, na sua ordem: primeiro Cristo, que é a primícia; depois, à sua vinda, aqueles que pertencem a Cristo» (1 Cor 15, 22-23). No mistério da Assunção exprime-se a fé da Igreja, segundo a qual Maria está «unida por um vínculo estreito e indissolúvel a Cristo», pois, se já como mãe-virgem estava a Ele unida singulamente na sua primeira vinda, pela sua contínua cooperação com Ele o estará também na expectativa da segunda: «Remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho», (109) ela tem também aquele papel, próprio da Mãe, de medianeira de clemência, na vinda definitiva, quando todos os que são de Cristo forem vivificados e quando «o último inimigo a ser destruído será a morte» (1 Cor 15, 26). (110)

Com tal exaltação da «excelsa Filha de Sião» (111) mediante a Assunção ao Céu, está conexo o mistério da sua glória eterna. A Mãe de Cristo, efectivamente, foi glorificada como «Rainha do universo». (112) Ela, que na altura da Anunciação se definiu «serva do Senhor», permaneceu fiel ao que este nome exprime durante toda a vida terrena, confirmando desse modo ser uma verdadeira «discípula» de Cristo, que teve ocasião de acentuar fortemente o carácter de serviço da sua missão: o Filho do homem «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate de muitos» (Mt 20, 28). Por isso, Maria tornou-se a primeira entre aqueles que, «servindo a Cristo também nos outros, conduzem os seus irmãos, com humildade e paciência, àquele Rei, servir ao qual é reinar»; (113) e alcançou plenamente aquele «estado de liberdade real» que é proprio dos discípulos de Cristo: servir quer dizer reinar!

«Cristo, tendo-se feito obediente até à morte, foi por isso mesmo exaltado pelo Pai (cf. Flp 2, 8-9) e entrou na glória do seu Reino; a ele estão submetidas todas as coisas, até que ele se sujeite a si mesmo e consigo todas as criaturas ao Pai, a fim de que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Cor 15, 27-28)». (114) Maria, serva do Senhor, tem parte neste Reino do Filho. (115) A glória de servir não cessa de ser a sua exaltação real: elevada ao céu, não suspende aquele seu serviço salvífico em que se exprime a mediação materna, «até à consumação perpétua de todos os eleitos». (116) Assim, aquela que, aqui na terra, «conservou fielmente a sua união com o Filho até à Cruz», permanece ainda unida a ele, uma vez que «tudo lhe está submetido, até que ele sujeite ao Pai a sua pessoa e todas as criaturas». Mais, com a sua Assunção ao Céu, Maria está como que envolvida por toda a realidade da comunhão dos santos; e a sua própria união com o Filho na glória está toda propendente para a plenitude definitiva do Reino, quando a Deus for tudo em todos».

Também nesta fase a mediação materna de Maria não deixa de estar subordinada àquele que é o único Mediador, até à definitiva actuação «da plenitude dos tempos»: «a de em Cristo recapitular todas as coisas» (Ef 1, 10).

Muito obrigado.Até!

francisco said...

A Intercessão dos Santos


Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.

A Doutrina

Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina:

“Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade… Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra… Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (CIC 956)

Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.


Objeções

Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais:

1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.

Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus”. Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.

Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam 1Tim 2,1: “Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.”

No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.

A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança. No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: “Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.” (Rom 5,19)

Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.

2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência

Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida.” (Ecl. 9,5) e ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria.” (Ecl. 9,10).

Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da “dormição” ou “inconsciência” dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem “dormindo” e nem “inconscientes” (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.

A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:

“Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos.” (Prov 9,18)

“O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos.” (Prov 15,24)

Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a “morada dos mortos”. As expressões “morada dos mortos” ou “região dos mortos” fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.

Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos “não há mais recompensa”, “não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria”, refere-se unicamente ao infortúnio que existe “na região dos mortos, para onde” eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.

Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.

3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes

São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, como os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. Vejam:

São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (Col 1,24)
São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: “assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.” (Rom 12,5)
São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: “Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja.” (Col 1,18)
Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja.

Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo. Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.

Por tanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.

4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.

Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:

“Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor” (Dt 18, 9-14) (grifos nossos).

“Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (…) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte” (Lev 20, 6 - 27). (grifos nossos).

Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos.

A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra. Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.

Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para “bater um papo” a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores. Quem atende aos nossos pedidos é Deus.

Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.

5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos

Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:

“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.” (Ap 6,9-11).

No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: “mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra”. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra? São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra? Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:

“Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos” (Ap 5,8). “A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,4).

Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor? Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.

No livro do profeta Jeremias lemos:

“Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!” (Jr 15,1).

No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?

O Testemunho dos primeiros cristãos

Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:

“O Pontífice não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração” (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).

“Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos” (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)

“Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos”. (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).

“Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas.” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

“Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração” (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).

“Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?” (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).

“Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)

“Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (…) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (…) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade” (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)

“Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas (1Jo 5,16; Tg 5,14-15) ou ainda a misericórdia e a fé” (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).

Conclusão

Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica. Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.

obrigado

Eliasibe Luis said...

Olá Francisco!
Brevemente eu vou lhe responder. Assim que tiver um tempo.
Até breve.

francisco said...

sobre a Eucaristia: Naquele tempo disse Jesus às multidões dos judeus: vossos pais no deserto comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu.Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha Carne para para a salvação do mundo.Jo.6,50-52.

francisco said...

ola!
estou aguardando sua resposta
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