Friday, August 28, 2009

José por John (a/i)

Coisas incríveis acontecem com a gente, e às vezes a gente se impressiona e nem acredita que elas possam ser reais. O causo que devo contar agora, que receberia por título "José", por sugestão do Eliasibe, é algo que, acredito, não deve se repetir tão cedo (se é que vai se repetir) na minha vida (e não me admiraria se não acontecesse na do leitor, também).

José

Tanto na matemática quanto na filosofia, ou em qualquer outro curso em que se aprenda coisas relacionadas à lógica, seja ela matemática ou "real" (não sei como é que os filósofos denominam a sua), as pessoas têm o costume de querer provar coisas. Tanto é que isso aconteceu comigo: por todo o tempo em que fiz a disciplina de "matemática discreta" (disciplina essa cujo nome não tem, quase, nada a ver com o assunto real visto em sala de aula), aprendi a provar várias equações, teoremas, encontrar corolários desses teoremas; outros nem pude provar, visto que suas provas eram complicadas demais para sua apresentação em sala de aula para alunos de primeiro semestre.

Lembro que eram 5 tipos de prova naquela disciplina: prova direta, prova por contraposição, redução ao absurdo, prova por vacuidade e prova por trivialidade (tomara que eu não esteja esquecendo de nenhuma). Além dessas, nas aulas de "lógica para computação", no semestre posterior, o professor explicou sobre um tipo de prova sobre o qual eu ainda não tinha aprendido: "prova por argumentação". Achei interessante a idéia de a pessoa, mesmo na matemática, poder argumentar e mostrar, "por a mais b", que alguma coisa era verdade - ou não.

Pois bem. Através desse texto eu quero provar, através de uma tentativa de união da redução ao absurdo com a prova por argumentação, a "vacuidade" (sejamos sinceros, a frase - leia o texto e mais pra frente a conhecerá - nunca foi verdadeira!!!), isto é, a falsidade da famosa argumentação extremo-direitista (ou extremo-direitalha, como saberá o leitor ao término do texto) de que "a oportunidade é dada a todos; só que alguns não sabem aproveitá-la".

A história começa quando eu e o Eliasibe, que sempre demora demais pra comer (é, né Eliasibe?!?! HAHAHAHHA), saimos do RU, depois de a porta já fechada, e ficamos conversando sobre "Deus e todo mundo" (eu sempre ponho essa expressão em lugares errados... HAHAHAHAHA... aqui não é uma exceção, apesar de a gente, por acaso, ter falado um pouco de coisas relacionadas a Deus) parados, em pé, como [quase que] de costume (ultimamente a gente anda fazendo isso pouco). Comecei a falar sobre minha família e sobre o modo como ela se comporta. Discorri um pouco sobre como me incomodava que a minha família, que poderia ser tão próspera, fosse, pelo contrário, cheia de problemas que poderiam ser tão facilmente resolvidos através um pouco (e bem pouco!!!) a mais de estudo. Lembro que a última coisa que eu disse antes de ser abruptamente interrompido por um mendigo que andava na rua, carregando 5 sacos brancos - acho que de arroz, não sei -, foi "Eu só queria que a minha família pensasse um pouco. Só precisava pensar um pouco. [eu sei, eu tenho o costume de repetir o que eu digo quando conversando pessoalmente. É um cacoete que tenho e que uso quando quero enfatizar alguma coisa] Se ela pensasse um pouco, eu já estaria feliz. Por mais que, o que me deixa mais triste é que ela nem é mais Schmitz...".

Nesse momento, algo muito importante aconteceu: Eu fui [como já avisado antes] interrompido por um mendigo. Porém, esse, diferentemente do que eu esperava num primeiro momento, não era um mendigo qualquer. Ele era diferente. Ele era especial. Ele era, - conjecturaria eu - possivelmente, o mendigo mais culto de Porto Alegre.

Dentro de poucos minutos ele falou sobre as possíveis origens do meu nome e sobre as origens dos nomes dos judeus (aqueles que têm nome de árvore e animal, sabem?!?!), dos árabes, sobre a etimologia de algumas palavras, sobre a bíblia (assunto sobre o qual, pavorosamente, ele sabia muito mais do que eu), sobre a história da Alemanha, a guerra Franco-Prussiana, o IDH de alguns países, a qualidade de vida e o clima de alguns estados nordestinos e de suas respectivas capitais, o nome de alguns políticos do Pernambuco (empolgadamente perguntando se o Eliasibe conhecia os nomes), as inclinações políticas de ambos fascismo, nazismo, marxismo (interessante é que aqui ele se referia aos extremistas como "direitalha" e "esquerdalha"), entre muitos outros assuntos sobre os quais alguns eu nem tinha conhecimento. E o mais interessante de tudo: ele tinha só o ensino médio completo. Nada mais. Autodenimou-se "autodidata" - com toda a razão - e contou um pouco sobre a sua vida e sobre os motivos que o levaram a tornar-se morador de rua - faz um mês e meio que ele o é.

No meio desse turbilhão de assuntos diferentes (quase todos eles "humanos", inclinação científica, diria eu, preferida entre os que simplesmente não têm onde estudar), ele disse que tinha já até tentado concurso pra o Banrisul um tempo atrás, mas que não tinha conseguido porque tem muitos problemas com a informática. Solicitamos, tanto eu quando o Eliasibe, que ele procurasse algum curso gratuito, mas, apesar de ele ter dito que o faria, tenho minhas dúvidas de se isso realmente ocorrerá.

AAA... ele falou de suas duas irmãs e de seu sobrinho. Disse que morou com uma de suas irmãs já há um tempo, mas que não dava certo com ela: ela tinha muitos gatos dentro de casa e horários muito diferentes dos seus. Com isso, não deu pra sustentar um convívio muito bom e ele acabou sendo obrigado a sair de lá. Disse também, sobre isso, que a irmã dele tinha até já custeado uma vez um curso de informática pra ele, mas como só tinha um computador dentro de casa - que era, na maior parte do tempo, ocupado por um sobrinho dele que fazia Física na UFRGS e que agora largou o curso pra fazer Engenharia de Computação na PUC (sim, o sobrinho do mendigo estuda na PUC!!!) -, ele acabou não aprendendo muita coisa, sugerindo que estudar computação sem computador é como aprender xadrez sem ter um tabuleiro.


Nesse momento, chegamos à parte em que eu começo a minha argumentação:

O José tem muito conhecimento e pouco dinheiro (e uma cabeça muito "boa", haja vista que ele, com seus 52 anos de vida, guarde informações relativas a coisas sobre as quais muito provavelmente ele já tenha lido há muitíssimo tempo). Será que foi ele quem não soube aproveitar as oportunidades que lhe vieram?!?! Ou será que, na realidade, não lhe vieram oportunidades?!?! Será que ele foi tão bocaberta (sério, do jeito que ele conversou, com certeza ele não foi!!!) que ele não soube aproveitar nenhuminha oportunidade dada a ele!?!? Ou será que a verdade é que as oportunidades não lhe foram dadas!?!?

1) Se essas oportunidades não lhe foram dadas, o sistema é falho e não oportuniza a todos como a argumentação tenta sustentar.

Bom... mas, aí, as pessoas poderiam sugerir "aa... mas ele é um caso a parte; uma exceção!". A argumentação inicial das pessoas normalmente tenta vislumbrar a inexistência de exceções. Afinal, utiliza-se, comumente, a palavra "todos". Se x for a população inteira, todos não é x menos 1, nem x menos 2, nem x menos n, onde 0 <>

Terminando... estou certo de que o texto não foi formal o suficiente para desenvolver uma demonstração, e estou certo de que há uma certa (e significativa) probabilidade de que o meu texto tenha furos. Mas o importante é que, definitivamente, infelizmente, enquanto o discurso da direitalha imbecil (lembro ao leitor que eu não sou esquerdista. Assim, pode xingar à vontade... HAHAHAHAHA) permanecer esse (ele impera predominantemente em cursos como direito, administração, economia, etc), infelizmente, o nosso país, que tanto se gaba de tantas coisas boas que tem conseguido ultimamente (e que sempre teve), será um país triste, mesmo que, talvez, ainda, com seus raros mendigos letrados...

Quod erat demonstrandum

Thursday, August 27, 2009

José

Há duas horas me aconteceu uma coisa muito fora do normal e de igual modo impressionante. Eu fui jantar como de costume no RU (Restaurante Universitário) logo após que eu cheguei da universidade, fui correndo até, pois estava a minutos do fechamento das portas. Não estava com apetite nem fome porque tinha comido no coffe break do I workshop CNANO/UFRGS, quase duas horas antes. Mas eu tinha que "jantar" para fechar a alimentação do dia, senão minha mãe iria brigar comigo...

Meu amigo/irmão que sempre janta comigo chegou segundos antes de mim. Tenho satisfação de chamá-lo assim porque realmente é o que ele tem sido. Deus foi generoso comigo e em terras estranhas me presenteou com um amigo que se tornou também um irmão e a família dele se tornou também minha. Já falei algo sobre isso no post "A Mudança". Conversamos, como sempre, enquanto jantávamos. Depois continuamos a conversa na frente do RU, em momento estávamos falando sobre o sobrenome da família dele, do qual eu estava tirando onda ("folgando" como se diz aqui) dizendo que o tal sobrenome era fake (falso). O motivo é uma longa história. "Esse sobrenome é alemão" dizia ele, quando alguém logo retrucou "não é polonês?" "Não, termina com tz", disse meu amigo (a/i, para se referir a amigo/irmão). Olhando para este eu digo "olha ele sabe..." e virando o olhar para saber realmente quem era que estava falando. Era um homem que estava levando sacos de perto da porta do RU para mais adiante.

-"É... deve ser judaico-alemão ou judaico-polonês" disse o homem se aproximando de nós.
-"Mas nome de judeu é nome de árvore, não é (se referindo a oliveira e semelhantes, certamente)?" retrucou a/i.
Homem: "Não, judeu com nome de planta é português ou espanhol. Os judeus franceses, alemães, poloneses, da europa oriental no geral tem outros sobrenomes."

Depois dessa conversa ele nos falou sobre umas coisas históricas e perguntou "vocês não são estudantes de história?" "Não." respondeu a/i. "Eu sou de Ciência da Computação."

Conversamos sobre várias coisas. Ele, o homem, falava mais do que nós dois juntos. Ele se mostrou conhecedor de vários assuntos. Política. Gente - "...eu não queria ter nascido no Brasil. Eu queria ter nascido na Dinamarca, na verdade eu gosto mais da Suécia a rainha é até brasileira." Segunda grande guerra (como ele falava). Ele admirava Churchill. "Churchill era muito inteligente... ele não se preocupava com Stalin e sim com Hitler..." Teologia/Religião. Ele me impressionou em falar disso. Como poucos ele tinha passagens da Bíblia memorizadas (ainda não tenho muito essa capacidade). Ele sabia também o significado de vários nomes bíblicos, como Israel, Ismael, Ruben e quase todos os filhos de Jacó, dentre outros. Porém não conhecia o significado do meu nome. Eliasibe=Deus restaura. Mas sabia que "el" significa Deus e citou alguns nomes com "el" no meio e seus significados. Futebol. Ele até sabia do Santa Cruz de Recife...

Uma coisa que me fez ri foi quando ele falou "O diabo é um promotor de justiça... só faz acusar..." e eu disse "faz sentido e Jesus como advogado defende..."

Encurtando o episódio meu amigo perguntou pra confirmar o que já tinha pensado "tu moras onde?" Ele respondeu "sou morador de rua". Uma pergunta natural seria, mas como pode um morador de rua saber tudo isso? Como se eles fossem incapazes de adquirir e armazenar conhecimentos. Ele tem família. Duas irmãs e sobrinhos. Talvez por não querer ser em parte dependentes delas não quis mais morar com uma delas. "Eu tinha meus horários ela tinha os dela [...] Eu não queria incomodá-la." Ele disse já tinha trabalhado. Ele trabalhou por 10 anos do Banrisul (Banco do Estado do RS).

Por ser tão notório a inteligência daquele homem que completou "segundo grau" eu propus "por que o senhor não faz um concurso público, garanto que o senhor passaria?" "Eu? já estou com 52 anos de idade" desacreditou ele. Comentei a ele sobre o morador de rua de Recife que passou num concurso do Banco do Brasil. Ele disse que conhecia o fato. "Eu não sou bom de informática" respondeu ele. "Mas se ele tem facilidade de aprender isso não será problema" pensei. Imediatamente me ocorreu no pensamento "deve ter algum lugar aqui que ensina informática gratuitamente eu vou procurar por ele." Só espero achar esse lugar e encontrá o homem novamente para dizer dele. No fim ele saiu acreditando que seria possível passar num concurso.

Depois que ele foi embora eu e a/i ficamos maravilhados sobre o que tinha acontecido e comentamos sobre o tal. Logo ele soltou "se eu tivesse um blog assim que chegasse em casa iria postar sobre isso." "Ow tu me deste a ideia... mas se tu quiseres escrever eu posto lá no blog (me referindo a este)." Ele me mandou um texto para ser postado, como sugeri, o qual estou querendo muito ler e postar (combinamos que quem terminasse primeiro não leria o texto do outro - ele me disse no msn que estava escrevendo um enquanto eu escrevia este - para não ser influenciado). Ele é bom com as ideias e as palavras. Bom, já que ele, a/i, aceitou publicar aqui no blog seu anonimato não faz mais sentido, até porque ele vai assinar seu texto. a/i foi registrado como John euheueheu (não é animal).
Depois de tomar banho eu vim escrever essa postagem mesmo tendo dito "... hoje estou sem ideia e criatividade... mas já sei o título."

Na despedida com o homem não tínhamos o que dizer senão "Deus te abençoe José!"

Peace on you!

Sunday, August 23, 2009

O terror da escuridão

Viajar de noite não é muito agradável, pelo menos pra mim. Eu ainda não tinha viajado durante a noite, nessas minhas poucas viagens de avião. Eu voltei para Porto Alegre ontem, sábado 22. Saí de Recife às 00h35 e cheguei em Porto Alegre de 8h - a previsão de chegada era de 7h49, horário muito aleatório por sinal. Talvez a companhia tenha colocado esse horário para convencer aquelas pessoas que gostariam de chegar antes de 7h50.

Estar tanto tempo dentro de um avião não é nada agradável, avião não é nada confortável ao menos na classe econômica, muito mais quando é de noite. Na escuridão não se tem a opção de olhar para fora da janela e ver as paisagens formadas pelas nuvens ou ver o verde do mato, as casas e prédios minúsculos, o marrom da terra ou o o verde do mar. O máximo que se ver são as luzes de alguma cidade que está no caminho. É... eu só falei de quando se está olhando para baixo... porém quando se olha para cima a noite ganha do dia, pode-se ver as estrela incomparavelmente melhor do que da terra. Mais voltando o olhar para baixo, o pior de tudo é pensar em uma suposta queda do avião - é inevitável não pensar nisso, além do mais com os recentes acidentes que aconteceram ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil. Só pensar na queda já é apavorante, mas quando se pensa numa queda de noite, levando em consideração que se sobreviva a queda (sempre é bom ser esperançoso...), é aterrorizante, porque não tem como enxergar se existe alguma opção viável.

Esses são pensamentos que inevitavelmente vem à mente, mesmo por curto prazo. É... eu não passei a viagem toda pensando nessas coisas. Passei boa parte do tempo tentando dormir, coisa que não consegui por muito tempo - culpa do desconforto.

Peace on you!

Tuesday, August 18, 2009

Fugido da Gripe A

Desde o penúltimo post eu estou escrevendo de Recife. Minha vinda para cá muito repentina, quase inacreditável. Eu vou contar-lhes a história...

No início da semana retrasada eu comentava com um amigo sobre a possibilidade de vir pra cá. Lembro até que falei a ele algo parecido com: eu espero que não me dê uma loucura e eu vá pra lá (Recife).
Depois daquele dia eu esqueci totalmente do acontecido, isso porque já tinha assimilado que não viria nessas férias, pelo fato de que meu professor iria viajar no final de julho a trabalho por três meses. Dessa forma, eu tinha que aproveitar o máximo da presença dele para andar com o projeto do mestrado. E tendo em vista, também, que as aulas estavam programadas para começar no dia 3 desse mês. Apesar do adiamento das aulas para o dia 17, por causa da gripe A, eu decidi permanecer em Porto Alegre e continuar os trabalhos no laboratório. Porém na sexta-feira, 7, a tarde quando estava na sala onde eu fico, um colega do grupo disse que algumas pessoas do Instituto de Física - IF estava com a tal gripe A e disse que a universidade provavelmente iria adiar novamente as aulas, coisa que já tinha escutado antes. Isso reviveu a vontade que eu tive no início daquela semana, a de vir para cá. Foi somado a isso a vontade de está presente no aniversário, dias 9 e 10, do Vocal Ágape, coro jovem no qual cantava na igreja, pelo menos no último dia da festa; a vontade de está em Recife mais uma vez pra rever as pessoas principalmente meu pais e meus irmãos, pois pensei: se as aulas forem adiadas eu não irei no início do ano, pois as aulas se estenderá em janeiro, e muito menos no meio do próximo ano por já estar no fim do curso, em outra palavras, eu ficaria sem vir aqui durante todo o mestrado. O que seria beeem ruim. As promoções nos vôos também contribuíram para tal.

Contudo, tudo isso não era o suficiente pra viajar, era necessário achar bom preço de passagens, afinal de contas sou estudante eheheh. Eu procurei ali mesmo onde eu estava. Eu não achei bom preço, estavam todas cerca ou mais de 500R$ cada trecho, mas, eu me lembrei de um email que havia recebido há alguns dias, do smiles, dizendo que por menos da metade das milhas (2000 ou 4000 dependendo da distância do destino dentro do país) poderia resgatar um bilhete (o normal é que com 10000 milhas dá para resgatar um bilhete para qualquer destino dentro da América do Sul operado pela companhia). Apesar de eu ter decido usar as milhas agora era preciso achar disponibilidade de vôo, eu não me preocupei com isso até chegar em 'casa' e procurar um, ainda na sexta-feira, pois gostaria de viajar no sábado. Eu não achei disponibilidade na sexta, me acordei no sábado de manhãzinha, cerca de 6h, para ver se alguém tinha desistido. Ninguém. Então fui dormir novamente até duas horas antes do próximo vôo, para esperançosamente encontrar alguma desistência. Essa brincadeira dorme, acorda, procura, foi até 15h. Eu não achava desistência. Só tinha disponibilidade a partir da terça-feira. Eu tinha decidido não vir se não encontrasse um vôo que chegasse antes das 19h do domingo, 09, aqui no Recife. Já estava quase desesperançoso quando no início da noite escutando a música "Asas da Alva" baixei a cabeça e acompanhei a música cantando. Nesse momento me dá vontade de ver mais uma vez se tinha aparecido alguma vaga em algum vôo. Quando vi tinha um vôo com horário de chegada exatamente às 19h, saindo de Porto Alegre às 10h40 e com escala de 3h20 no Rio de Janeiro. Por ser tão cansativo, ainda fiquei na dúvida se pegava esse ou esperava mais um pouco euheuhuhe. Eu liguei aqui pra casa e acabei pegando esse mesmo. No final das contas não apareceu outra vaga. Teve outra coisa que achei interessante enquanto estava na sala na universidade. Eu estava querendo saber quanto de milhas eu tinha, tava querendo muito, cheguei até ligar pra lá (smiles), mas eu não tinha o número do cartão smiles, daí nem adiantou nada. Mas, poucos minutos depois eu recebi um email do smiles (um informativo) onde tinha o saldo das minhas milhas, comprovando que eu tinha saldo o suficiente para vir. :D

Essa é a história da minha vinda, digo fuga, para cá. As aulas foram confirmadas para o dia 17, entretanto, não valeria a pena ficar aqui por menos de uma semana, por esse motivo espero voltar dentro de dois ou três dias. Mas, novamente estou esperando uma desistência...

Peace on you!

Friday, August 14, 2009

Frase

Eu estava lendo a revista Veja quando vi uma frase dita por Cleo Pires, a qual me fez cair em riso pela sua recursividade eheheheh. E me deu uma vontade imediata de postá-la aqui. Mas, pensando um pouco ela é bem abrangente, sua essência dá até pra escrever uma tese, mesmo ela não tendo consciência disso, talvez. :B

Vejam se vocês concordam comigo, eis a frase:

"Tenho um monte de manias, inclusive a de mudar de manias." Cleo Pires, Veja de 12 de agosto de 2009.

Bom, vou terminar de ler a tal revista, o que me interessa claro. E acompanhar os telejornais Jornal da Record e Jornal Nacional, os quais estão em pé de guerra.

PS: Aproveito este post para ampliar a secção "Mensagens do Orkut e MSN" para "Frases", não qual posso colocar frases encontradas em qualquer lugar.

Peace on you!

Wednesday, August 12, 2009

Homens em quem não há retidão

Política é um assunto que dá panos para as mangas. O episódios da semana passada foram de fato vergonhosos, porém, acho que vão ser decisivos para uma mudança na nossa política.
Eles demonstra também, muito claramente, como são a maioria dos políticos e como é feita essa política onde não a verdade. Sabe, depois que eu vi os episódios da semana passada eu lembrei de um Salmo de Davi, no qual ele diz de homens que nos faz lembrar os da nossa política: "Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua." Sl 5:9

É incrível que percebemos isso ainda no nosso tempo. Homens que não tem retidão e por serem assim eles apenas lisonjeiam (honram, agradam) apenas de boca. Foi que certamente fez Collor e os outros ao elogiar Sarnei no último dia 03, tudo porque é propício fazê-lo agora, todavia não falam de coração puro, pois em suas entranhas há maldade e olhos apenas para si.

Um amigo que nos enviou dois vídeos de Collor se dirigindo a Sarney muito diferente da forma que se dirigira semana passada. Como isso nos envergonha. Vale a pena ver ou rever esses vídeos.



Nesse o áudio está um pouco ruim, mas dá pra entender bem.



O Brasil precisa de homens e mulheres honestos e compromissados não com seu umbigo, mas com o Brasil sobretudo apaixonados por ele.

Peace on you!

Friday, August 07, 2009

Hebdomadários Parlapatões

Não tem aquela janelinha do MSN da qual eu falei num post anterior? Pois bem, pelo menos pra duas coisas ela tem me servido. Uma é que eu vejo se existe algum email relevante no hotmail sem abri-lo no navegador e a outra é que nela eu vejo se há alguma notícia importante. Tal como descrito no post Vídeos legais, eu vi uma notícia que me chamou atenção: "bate-boca com palavras de baixo calão no senado, entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE)". Eu li a notícia e como não tinha vídeo eu fui procurar no YouTube. Lá eu encontrei um outro vídeo de uma outra discussão entre o mesmo Renan e os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Fernando Collor (PTB-AL), ocorrida na última segunda-feira, 03. Vale muito a pena ver esses vídeos..

Tasso vs Renan (06/08/09)




O engraçado é que o xingamento tem que ser elegante para que o decoro parlamentar não seja quebrado. "O dedo sujo é o de 'vossa excelência'...". Outra 'onda' é ver Sarney todo se tremendo (acho que ele sofre de mal de Parkinson), desde a era do gelo na política brasileira, ex-presidente da república e ex-presidente do senado no século passado e agora de novo presidente do senado nesse século. Só falta ser presidente da república novamente pra fechar a simetria. :D

Renan e Collor vs Simon (03/08/09)
(não tem como não rir com esse vídeo, principalmente no início)



Impressionante é a eloquência de Collor usando palavras impopulares (hebdomadário, deblaterando, parlapatão), mesmo bufando como mostra o vídeo. Para as duas últimas palavras tem o significado no vídeo. Hebdomadário é algo que é periódico, a qual é usada para algum periódico de alguma mídia, como revista, jornal e etc (até minutos atrás eu não sabia). Contudo, a expressão "alguns hebdomadários brasileiros" cabe bem para descrever ele e os outros dois envolvidos nesse circo, além de Sarney e dos outros senadores, parlapatões que são. Digo que são hebdomadários porque depois de cada período eletivo a maioria deles estão de volta ao congresso ou a algum outro cargo político. Eles que fazem com que a política brasileira tenha a mesma cara, de corrupção, ladroíce, favorecimento próprio e outras coisas vergonhosas que se fossem citadas aqui não daria em um post. Por esses e outros motivos a maioria deles são hebdomadários parlapatões.
Não sei por que esse pessoal gosta de usar palavras difíceis pra coisas tão simples. Ele (Collor) não poderia chamar Pedro Simon de mentiroso em vez de parlapatão?

Esse vídeo mostra descaradamente aqueles que guiam a república brasileira. Homens deblateradores, hebdomadários parlapatões. Como o nosso Brasil ficará (ou mudará para) melhor? Essa raça hebdomadária parlapatoa, deve ser extirpada da política brasileira.

Eu vou ficar por aqui, já ultrapassei todos os meus limites de horário.

PS: Texto revisado e editado em 12/08/2009.

May God bless our Brazil!
Que Deus abeçoe nosso Brasil!

Thursday, August 06, 2009

Pandemia? Qual Pandemia?

Ontem eu recebi um email falando da nova gripe, a tal gripe 'A' ou gripe H1N1. Ele esboça um outro ponto de vista da pandemia que tanto tem se falado. Eu estou colocando o texto exatamente como eu recebi. O bom é que ele é assinado por um Médico do Peru, só espero que seja verdade :P. Ei-lo...


A IRONIA NO SEU MELHOR ESTILO

2000 pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara.

25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo...

PANDEMIA DE LUCRO

Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porquina???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária, que
se podia prevenir com um simples mosquiteiro.

Os noticiários, disto nada falam!

No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se
poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos.

Os noticiários disto nada falam!

Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas,
provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano.

Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...

...os noticiários mundiais inundaram-se de noticias...

Uma epidemia, a mais perigosa de todas...Uma Pandemia!

Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas,
em 10 anos...25 mortos por ano.

A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio
milhão contra 25.

Um momento, um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a
gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande.

A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu vendeu
milhões de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico
comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população.

Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas
farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares
de lucro.

- Antes com os frangos e agora com os porcos.

- Sim, agora começou a psicose da gripe porquina. E todos os
noticiários do mundo só falam disso...

- Já não se fala da crise económica nem dos torturados em Guantánamo...

- Só a gripe porquina, a gripe dos porcos...

- E eu me pergunto-: se atrás dos frangos havia um "galo"... atrás dos
porcos... não haverá um "grande porco"?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O
principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem
sinistro, Donald Rumsfeld, secretário da defesa de George Bush,
artífice da guerra contra Iraque...

Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as
mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o
duvidoso Tamiflu.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde.

Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas
pelos países.

Mas se a gripe porquina é uma pandemia tão terrível como anunciam os
meios de comunicação.

Se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pela chinesa Margaret
Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara
como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de
medicamentos genéricos para combatê-la?

Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos
genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa
seria a melhor solução.

PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS OS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA
VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA".

Pois os meios de comunicação naturalmente divulgam o que interessa aos
patrocinadores, não aos ouvintes e leitores.

Dr. Carlos Alberto Morales Paitán, Peru


Concordo quando ele diz que as patentes deveriam ser quebrada já que estamos em um caso tão grave de saúde publica, sobretudo global.

Vou ficar por aqui, com chuvas, trovões e relâmpagos.

Peace on our health!

Tuesday, August 04, 2009

Vídeos legais

Não tem aquela janela que abre com o msn, cujo nome é "Hoje"? (Eu poderia ter escrito essa frase de outra maneira, "Sabe aquela janela...?", mas a forma que eu escrevi, minha forma normal de falar, me faz lembrar bons momentos de estranheza por parte dos gaúchos, em especial daqueles que estão sendo meus amigos e famila aqui :D. Eu já comentei sobre eles no post Mudança.)

Nessa janelinha do msn, Hoje (ela aparece nas versões mais recentes), tem várias abas, as quais eu não costumo ver, exceto a Hotmail, que eu vejo de vez em quando. Contudo, é inévitável não ver a aba inicial, Hoje no MSN. Foi nela que vi, algumas dezesnas de minutos atrás, um vídeo chamado Simultâneo e dizendo: Jovem desenha dois retratos diferentes ao mesmo tempo, usando ambas as mãos. Cliquei pra ver a tal proeza. E é impressionante...




Para ver mais obras desse cara, ele tem site e canal no YouTube.


Quando cliquei nele pra assistir abriu a janela do MSN Vídeo. Lá encontrei outro vídeo muito massa. É uma músca, cantada por contares e tocada por tocadores de rua de várias partes do mundo, cujo nome é Stand by me. Como eu não vi maneira para postar esse vídeo a partir do MSN Vídeo, eu fui procurar no YouTube, lá diz que o tal vídeo faz parte do documentário "Playing For Change: Peace Through Music, Songs Around The World" (Tocando Para Mudar: Paz Atravez da Música, Canções ao Redor do Mundo). Eles tem um site também, eu entrei mas não vasculhei, e um canal no YouTube. Vale a pena dá uma olhada...




Peace on you!

Monday, August 03, 2009

Só quem é nordestino entende...

Eu fui responder a uma mesagem no orkut de uma colega e encontrei no perfil dela essa pérola nordestina. Confesso que algumas coisas nem eu sabia. Entretanto, é muito bom lembrar de muitas...


Botão é pitôco
Se é miúdo, é pixototinho
Se é resto, é cotôco
Tudo que é bom é massa
Tudo que é ruim é peba
Rir dos outros é mangar
Se é franzino, é xôxo
O bobo se chama leso
E o medroso se chama frouxo
Tá estranho, tá tronxo
Vai sair, diz: vou chegar
Caba sem dinheiro é liso
Pernilongo é muriçoca
Chicote se chama açoite
Quem entra sem licença emburaca
Sinal de espanto é vôte
Se tá folgado, tá folote
Se a calça tá curta tá pega-bode
Quem tem sorte é cagado
Quem dá furo é fulero
Sujeira de olho é remela
Gente insistente é pegajosa
Agonia é aperreio
Meleca se chama catota
Gases se chamam bufa
Catinga de suor é inhaca
Mancha de pancada é roncha
Palhaçada é munganga
Desarrumado é malamanhado
Pessoa triste é borocoxô
É mesmo é iapôis
Correr atrás de alguém é dar uma carrera
Passear é bater perna
Fofoca é babado/resenha
Estouro se chama pipôco
Confusão é rolo

Peace on you!