Wednesday, May 05, 2010

Separação umbilical – uma homenagem aos meus pais (Separation cord - a tribute to my parents)

No último dia 3 fez um ano e dois meses que estou morando longe de meus pais. Esse é o caminho natural das coisas acontecer na nossa vida como humanos. Quero dizer que mais cedo ou mais tarde os filhos se separam dos pais, no sentido de deixar suas dependências. Posso chamar isso de mais uma separação umbilical para comparar com a primeira do parto. Aquela é tão importante quanto esta, pois nas duas há uma quebra de dependência.

Enquanto o bebê está na barriga da mãe ele depende exclusivamente do organismo dela. Ele se nutre por ela, ele sobrevive através dela. O útero da mãe é o mundo mais seguro e com maior provisão para o bebê. Só não sei se é o mais agradável. É que eu não me lembro de quanto eu estive lá. Mas o bebê está tão ligado àquele mundo e depende tanto dele que é ligado fisicamente ao tal mundo pelo cordão umbilical. Todavia, chega o tempo da separação. Apesar dessa separação ser dolorosa para ambos, mãe e bebê, existe uma esfera de alegria e de festa pela chegada desse pequeno ser em outro mundo, seu segundo mundo.

Agora a vida é diferente. Não existe ligação física entre esse pequeno humano e o seu segundo mundo, o ambiente familiar, pais (e irmãos). Porém a dependência continua semelhante. Agora ele fica debaixo da saia da mãe, quando não atrás (nas costas) do pai. Ele agora depende da comida que os pais trás para o lar e as outras coisas para prover um ambiente agradável ou pelo menos vivível, tais como, água, energia elétrica, televisão, vídeo game, computador, internet (de preferência banda larga) e tantas outras coisas que se fosse escrever aqui iria seria insuportável escrevê-las e lê-las, no caso de vocês. Mas esse serzinho depois de crescidinho precisa de ir pra escola e de uma vida social a medida que vai crescendo e, quem banca isso tudo? O "mundo base" dele, os pais (tendo em vista que ali o ambiente familiar é a base para os outros mundos dele, tais como ambiente escolar, mundo 'amigável' - de amigos, mundo do esporte, do trabalho - quando mais crescido, dentre outros).

Mas quando chega a uma certa idade o agora jovem precisa se desvencilhar mais uma vez dos pais. Agora para serguir seu caminho, totalmente independende, sem dependência direta dos pais. Essa separação é um ponto de partida para, pelo menos, uma bifurcação tripla, onde seus três ramos são: casamento, trabalho e estudo fora da sua cidade onde fará um intercâmbio ou uma pós-graduação (eu não coloco graduação aqui porque geralmente os pais ainda financeiramente). Isto é, na segunda separação a causa é geralmente uma daquelas três ramificaçãos da birfurcação. O meu caso é o estudo, eu fui fazer pós-graduação longe de casa. Esse rompimento umbilical também há festa e alegria, mas também tristeza. A festa é pela despedida, a alegria é porque se imagina (se crer) que o filho vai para fazer um futuro dígno (dessa forma eu cosigo abranger as três ramificações da chamada bifurcação sem dá muitas justificativas) e a tristeza por saber que ele não vai estar por perto por um longo tempo.

E por já estar fora de casa por um longo tempo é que a escrita desse texto se justifica. Escrevo-o como uma homenagem aos meu pais e em especial a minha mãe, por esta semana ser a semana dela. No sábado passado, 01, ela fez aniversário e no próximo domingo é dia das mães. Sem eles, meus pais, eu não estaria aqui e nem seria quem sou (grande frase! Mereço o título de filósofo por ela). Uma das coisas que quero dizer com isso é que eu tive e recebi nesses dois mundo dentro dos quais vivi condições necessárias para crescer  e conquistar novos mundos. E por isso eu sou grato. Eu quero agradecer a Deus por ela e pelo meu pai e aproveito para rogar toda sorte de bençãos para eles.

Deus abeçoe a família!!!

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